O Mistério da Festa na Mata
O Mistério da Festa na Mata
Naquela tarde, seis amigos se reuniram perto da pequena casa de Dona Alzira, uma senhora conhecida na região por contar histórias antigas. Bento, Jaciara, Davi, Nina, Tainá e Miguel haviam crescido ouvindo os causos que ela contava sobre a mata, os animais encantados e as travessuras do Saci.
— Hoje vocês estão grandes demais para acreditar nessas histórias — provocou Dona Alzira, colocando uma velha cesta sobre a mesa.
— Eu não acredito em nada disso! — respondeu Davi, rindo.
— Então talvez você não tenha coragem de descobrir o que existe dentro da mata — disse a senhora.
Os seis olharam para ela.
Dona Alzira explicou que, naquela noite, aconteceria uma antiga Festa da Lua Cheia, tradição mantida pelos moradores havia muitas gerações. Segundo a história, os primeiros habitantes da região deixavam uma cesta de frutas em uma clareira para agradecer à natureza. Diziam que, se a cesta desaparecesse antes da meia-noite, a floresta estaria protegida por mais um ano.
— E se ninguém fizer isso? — perguntou Nina.
— Dizem que a mata fica em silêncio — respondeu Dona Alzira. — E quando a mata fica silenciosa demais, alguma coisa está errada.
Os amigos decidiram participar da tradição. Levariam a cesta até a clareira e voltariam antes da meia-noite.
No caminho, porém, começaram a perceber coisas estranhas.
Primeiro, ouviram um assobio vindo de dentro da mata.
Depois, encontraram pequenas pegadas próximas ao caminho.
— Parece pegada de criança — disse Jaciara.
— Ou de alguma coisa que quer parecer criança — respondeu Tainá.
Miguel olhou para os amigos.
— Vocês estão tentando me assustar?
Todos riram.
Todos, menos Davi.
Ele observava a floresta em silêncio.
Quando chegaram à clareira, colocaram a cesta sob uma grande árvore. A lua iluminava o lugar, e durante alguns minutos nada aconteceu.
Então, um vento forte passou entre as árvores.
A chama da lanterna de Nina apagou.
— Quem fez isso? — gritou ela.
Ninguém respondeu.
Quando a lanterna voltou a acender, a cesta havia desaparecido.
— Eu sabia! — exclamou Jaciara.
Os seis começaram a procurar pela clareira. Encontraram apenas algumas folhas espalhadas e um pedaço de tecido vermelho preso em um galho.
— Isso parece uma roupa — disse Miguel.
Tainá pegou o tecido.
— E tem o mesmo vermelho daquele personagem das histórias da Dona Alzira...
— O Saci? — perguntou Nina.
Davi riu.
— Vocês realmente acreditam nisso?
Foi então que Bento percebeu uma coisa.
— Espera. Cadê o Davi?
Todos olharam ao redor.
Davi havia desaparecido.
O grupo decidiu procurá-lo. Depois de alguns minutos, ouviram passos atrás de uma árvore.
Era Davi.
E ele estava carregando a cesta.
— Foi você! — gritou Miguel. — Você pegou a cesta!
Davi abaixou a cabeça.
— Eu só queria assustar vocês.
— Então você traiu o grupo? — perguntou Tainá, decepcionada.
— Eu escondi a cesta para provar que essas histórias eram bobagem.
Ninguém respondeu.
De repente, um assobio ecoou novamente.
Davi ficou pálido.
— Isso... isso não fui eu.
Todos se entreolharam.
Outro assobio veio da mata.
Dessa vez, mais perto.
A cesta que Davi segurava começou a tremer.
Ele a soltou.
Quando os amigos olharam para o chão, perceberam que as frutas haviam desaparecido.
— Mas você acabou de pegar a cesta! — disse Nina.
— Eu sei! — respondeu Davi. — E ela estava cheia!
Nesse instante, uma pequena sombra passou rapidamente entre as árvores.
Miguel correu alguns passos, mas não encontrou ninguém.
Quando voltou, havia apenas uma frase escrita na terra:
“Quem conta um conto, aumenta um ponto.”
Os seis ficaram em silêncio.
No dia seguinte, contaram tudo a Dona Alzira.
A senhora ouviu atentamente e depois sorriu.
— Talvez vocês tenham encontrado o Saci.
Davi interrompeu:
— Mas isso não pode ser verdade!
Dona Alzira balançou a cabeça.
— Pode ser que sim. Pode ser que não. É assim que as histórias tradicionais sobrevivem.
— Então a senhora acredita? — perguntou Jaciara.
— Eu acredito que uma história nunca pertence completamente a quem a conta. Cada pessoa acrescenta um detalhe, muda outro e transmite aquilo para alguém.
Davi ficou pensativo.
— Então eu também fiz parte da história?
— Fez — respondeu Dona Alzira. — Só não esqueça que, desta vez, sua brincadeira quase estragou uma tradição.
Os seis amigos riram.
Antes de irem embora, porém, ouviram um último assobio vindo da mata.
Davi olhou para os outros.
— Dessa vez, eu juro que não fui eu.
E ninguém teve coragem de entrar na floresta para descobrir quem havia assobiado.
Me diz ai, quem você acha que assobiou?
muito enteressante
ResponderExcluirmuento mi amigo brasileiro i am from espanha
Excluirque legal professor pedro
ResponderExcluirne meu mano
Excluirtop
ResponderExcluirtop o texto mais achei meio macabro
ResponderExcluirachei massa e estranho
ResponderExcluirBIZARRO, EU ACHO QUE FOI ALGUÉM.
ResponderExcluireu acho que foi o miguel que assobiou
ResponderExcluirbizarro e ao mesmo tempo hilário!
ResponderExcluiro saci
ResponderExcluiracho que a dona alzira era quem tinha assobiado,para assustar eles
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